sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Infertilidade

INFERTILIDADE

* Andreia Donadon Leal - Deia Leal

Paleta para um Carnaval Melhor - Deia Leal- 2010

A tarefa de um cronista tem gosto paradoxal na descrição; às vezes, fictícia e na maioria das vezes, factual. O processo criativo tem gosto azedo e doce ao mesmo tempo. Quando estou despida de ideias e assuntos interessantes para escrever textos, volto a observar discretamente (tento não ser indiscreta, mas, às vezes, extrapolo, sem querer) fragmentos de conversas, diálogos, situações corriqueiras em bares ou nas ruas. Adoro bares! Bares meio cafonas. Sou meio intelectual, meio jeca, cafona também, e não tenho problema algum em assumir minha cafonice. Muitos mineiros ainda são assim. Mineiros do interiorzão. Observar casais de namorados apaixonados, então, é néctar dos deuses para um escritor. Ilusão e delicadeza nímias estão impregnadas nos gestos e nas ações melosas e veludosas. Hormônios em pleno funcionamento; batimentos cardíacos acelerados, brilho nos olhos e cabeça nas nuvens.
Cada fase tem seu encantamento, sem dúvida. Envelhecer, por exemplo, é extremamente encantador (sinal que vivemos).  Primeiros fios de cabelos brancos; primeiras rugas; primeiros passos trôpegos; experiência acumulada; minutos, segundos e horas são extremamente valorizados; ironia mais presente; mais apego às pessoas do que aos bens materiais. Indubitavelmente, há beleza nesta fase. Há encantamento até na morte (não estou sendo irônica, mas realista). É tradição, o defunto ou a defunta ficarem estáticos no caixão, por motivos óbvios; pessoas ao seu redor, chorando ou lamentando seu passamento. O morto ainda recebe coroas de flores, frases saudosas e elogiosas, beijos na testa, carícias no rosto. Ele é a atração de uma cena banal. Morrer é trivial, certeiro, rotineiro e chato. Ser velado é chato, para o defunto que não sabe que está sendo velado, e mais ainda, para as pessoas que velam o morto, à noite inteira e grande parte do dia. É uma chatice perversamente dolorida para os parentes, também.
Hoje não estou em um velório (ainda bem!), não estou em um bar meio cafona, observando pessoas ou jogando conversa fora, com a costumeira turma de poetas de Minas; também não estou suspirando discretamente, quando olho de soslaio, um casal de namorados apaixonados, que troca olhares faiscantes e carinhos exagerados, como se não existisse mais ninguém naquele recinto ou na face da terra, ou melhor, não houvesse nada mais além do que aquela paixão arrebatadora e pungente. E não existe, mesmo! A primeira paixão é cegante. Os leitores provavelmente intuíram que eu também não estou em nenhum desses lugares mencionados. Alhures, resolvi acessar algumas imagens e situações corriqueiras da memória, para ativar os instintos criativos e usá-los para escrever. São inúmeros fragmentos guardados. Estou em um momento de encantamento: sentada no vaso sanitário, no banheiro de minha casa, escutando um som longínquo de música sertaneja, (provavelmente, algumas pessoas estão comemorando o aniversário de alguém) mesclado ao barulho repicado das chuvas finas tocando no chão. Hoje, especificamente hoje, estou em uma fase de encantamento: a corriqueira infertilidade de ideias, de motivos e de inspiração para escrever...


* Escritora, Artista Visual e Mestranda em Literatura-Cultura e Sociedade pela UFV.

Entrevistas Virtuais - César Vanucci

Entrevistas virtuais
Cesar Vanucci *
Era - Deia Leal - 2006

“Trazer de volta nossos heróis, nossos mitos!”
(Rogério Alvarenga, escritor)
Conheço o Rogério Alvarenga há um bocado de tempo. Nutro sincera admiração pelo seu valor intelectual. Sei muito bem que sua robusta cultura humanística é reforçada nas criações literárias, desde sempre, por elogiável preocupação pedagógica. Sua expressão verbal é posta assim constantemente a serviço da construção da cidadania.
Fixo-me numa situação específica da atividade desse escritor mode fortalecer o argumento. Uma interessantíssima obra recentemente trazida a lume. A torrente de idéias lançada exalta feitos e personagens que permitem a todos nós um acesso envolvente a inesperados desvãos de nossa trajetória como nação. Isso fica evidenciado nessa primorosa “Coletânea de entrevistas virtuais”, com foco em “gente que fez na história do Brasil”, elaborada com especial capricho pelo autor e endereçada a público leitor acostumado ao desfrute de boa e instrutiva  prosa literária.
Rogério explica que as entrevistas imaginárias com Tiradentes, Aleijadinho, Santos Dumont, JK, Fernão Dias Pais e Marília de Dirceu acham-se moldadas ao jeito de “um envolvimento guestáltico”, convertendo-se numa conversa franca, intimista e respeitosa. O formato literário adotado, intitulado entrevista virtual, não é comumente empregado, faz questão de esclarecer, adicionando ainda a informação de que o próprio termo “virtual” tem aporte fundamentado na informática, portentosa invenção destes tempos modernos. O que se quer com a coletânea de entrevistas é facilitar o estudo de personalidades que hajam se sobressaído no cenário nacional, “trazendo-as de volta para um relato esclarecedor de sua vida e de sua obra”, como acentua o escritor. O próprio Rogério retoma a palavra: “Isto mesmo! Trazer de volta! A justificativa é que os nossos heróis, nossos mitos, são pouco conhecidos, ou mesmo pouco considerados na esfera da configuração do ideário nacional.” O que acaba, naturalmente, remetendo ao reconhecimento – explica ainda – de que outros povos mantêm a autoestima em nível de supervalorização ininterrupta de seus heróis, de seus mitos, dos feitos de seus heróis. Tentar fazer o mesmo por aqui representa – como não? – uma contribuição valiosa para a elevação da autoestima nacional, numa ação de cidadania autêntica.
As entrevistas virtuais com alguns expoentes da cultura mineira, projetadas em livretos encorpados e disponíveis também em cd (áudio), mais do que intrigantes, são fascinantes. Os personagens “respondem” a perguntas curiosas. A Tiradentes, por exemplo, “pergunta-se”, entre outras coisas: Por que partes do seu corpo, depois do esquartejamento no Rio de Janeiro, foram hasteadas nos caminhos de Vila Rica? Por que não houve nenhuma reação do povo? Por que a mídia da época aplaudia essas reações do poder?
Já Aleijadinho, no depoimento “concedido”, revive a sua desdita e a sua glória. “Responde” a indagações como essas: Por que chamam você de Aleijadinho? Você tinha lepra?
A história referente a JK cuida de explicar pra quem não sabe a razão “desse ódio todo” concentrado na admirável figura do grande estadista brasileiro do século XX. Por que seus rancorosos inimigos resolveram cassá-lo? Por que esse baita temor de tanta gente pela sua presença no cenário político? As perguntas delineiam o quadro da ignomínia praticada com o construtor de Brasília.
As sagas de Santos Dumont, o homem que deu asas ao mundo, de Fernão Dias, o intimorato caçador de esmeraldas que alargou nossas fronteiras, da musa do Ouvidor da Corte, Marília, que conservou intato ardente amor pelo poeta Tomás Antônio Gonzaga, mesmo após o degredo que os afastou em vida para sempre, são também narradas em linguagem colorida, imaginosa e fluente. O criativo autor se vale de palavras repassadas de amorosidade, em tom reverencial, para destacar o esforço, que chama de compulsivo, das figuras retratadas em prol da edificação de um mundo melhor.
Sai-se admiravelmente bem na empreitada assumida. Estranha-me que obra tão palpitante e oportuna, que deveria estar sendo distribuída, entre outros pontos de leitura, nos colégios para a juventude em formação, passe assim tão despercebida à mídia incumbida da divulgação cultural e literária.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

HAICAIS

Bailarina - Deia Leal - 2006


HAICAIS - Acadêmica Andreia Donadon Leal - Deia Leal


Duas sapatilhas
farfalhar de saia de filó:
salto de bailarina.

***

Cabelos brancos
brotam do couro cabeludo:
terceira era.

***

Brisa de um leque
boquinha pintada de cereja:
beleza de gueixa.

***

Um barco de papel
flutua na poça da chuva.
Sonho de criança.

***

Meio século
por um dia
com minha mãe.

***

Cavalo de pau
salta dos galhos das árvores.
    Sonha samurai.

***

Tapete esmeralda
lindo adorno de hana:
estação primavera.

 
***

Haicais:
portal de Ouro
ao pé do arco-íris.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

CONVITE


A  Sociedade Fluminense de Belas Artes (fundada em 1940) e a Ordem dos Advogados Brasil outorgarão a Medalha Joaquim Nabuco à Artista Visual Mineira e Membro Efetivo da Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais (AMULMIG), Andreia Aparecida Silva Donadon Leal, pelo destaque no mundo da arte e da cultura brasileira, em cerimônia a ser realizada no dia 18 de janeiro de 2011, às 18 horas (terça-feira), no Auditório da Ordem dos Advogados do Brasil. Avenida Amaral Peixoto, 507 - 11° andar - Niterói - Rio de Janeiro.
Fundada em 27 de outubro de 1940, a Associação e Escola Fluminense de Belas Artes é uma instituição sem fins lucrativos e de utilidade pública municipal e estadual, criada pela Lei 5.116 de 25 de janeiro de 1963, no recinto onde se achava instalada a exposição de pintura de Moisés Nogueira da Silva - saguão térreo do Hotel Imperial, na Rua Visconde do Rio Branco, 535. Nascia com a finalidade cultural de divulgação artística, e passou a ter sua organização e atividades desde tal data, com sede e foro em Niterói e podendo manter sucursais e representações nas demais cidades do estado e do país.
A Associação e Escola Fluminense de Belas Artes estimula o aperfeiçoamento da cultura artística no estado do Rio e visa divulgar as artes plásticas e apoiar o desenvolvimento de atividades artísticas. A AFBA identificou a necessidade do homem em manter contato com a cultura através da arte - primeiramente por estar baseada no alicerce de toda a sociedade evoluída, que é a educação. Acreditam que o projeto social tem de ser estrutural para se vislumbrar uma sociedade mais justa e focada nos valores nobres do ser humano. O projeto da AFBA consiste em uma visão futurista e social, integrando a entidade e as diversas comunidades ligadas ou não a alguma outra entidade.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Texto de César Vanucci

A cultura é a ampliação da mente e do espírito.”
(Nehru)




Paisagem - acrílica sobre tela - Camilo Leal

Acadêmico César Vanucci
Os dois, o contista e a poeta, são valorosos companheiros em producentes empreitadas culturais e sociais. Fazem parte, com realçante presença, dos  quadros do Lions, Academia Municipalista de Letras de Minas e Academia Mineira de Leonismo. Tais circunstâncias facultam a esse desajeitado escribaconhecimento mais próximo dos predicados de inteligência de que são detentorese da fecunda atuação de ambos na seara literária, onde se comportam com aconvicção de que a cultura é a ampliação da mente e do espírito.
Carmen Ximenes, a poeta, injeta nos versos e na prosa lirismo extraído docoração. Espontânea, a imaginação fértil, nos versos soltos descreve cenas de transbordante meiguice, captadas em andanças pela vida. Este o tom de “O retrato”, dos “Poemas de Carmen”, de lançamento recentíssimo: “Viajar! Sonho sonhado / Noites inteiras curtindo / Conhecer lugares novos / Viver o nunca vivido / Seguir feliz outra margem / Do rio que delimita / Ser livre para ir e vir / Ver as pirâmides do Egito / Passear pelo deserto / Participar de um rito / Lá em Roma, na Sistina / Ver a China. Ver a China! / Chega o dia, finalmente / Desta viagem sonhada / Se tornar realidade / Sonho tão lindo, tão grato / Vou tirar fotografia. / Preparar o passaporte / Cumprir a burocracia / Mas, ao olhar a figura / Em meia dúzia clonada / Levo um susto – Que feiúra! / E aquela foto maldigo / - Não tem nada a ver comigo... / Não sou eu neste retrato!”
A lira da poeta faz ressoar com graça e leveza aquele sentimento que Balzac define como a única paixão que não admite nem passado nem futuro, o amor.” Na dissertação de Carminha, o amor é assim explicado: “O Amor projeta a geografia de um incerto mapa. / Amor é beijo é tapa é tudo é nada. / Escudo / espada. / Amor é posse. É ter. É mando. / É sempre. Ou, até quando. / Amor é cio. É sede. / É fome, frio. / É sede. / Feito de sol e lua. / Amor é força é forca. / Amor é bicho que nem cupim: rói em silêncio o sonho em mim.”
No poema “Mulher” a poeta fala de suas convicções sobre a participação feminina no jogo da vida, jogo não poucas vezes solenemente fraudado pelo chovinismo machista. Coisa, por sinal, incisivamente repelida por Carminha Ximenes, como sabido pelos incontáveis amigos, em seus procederes como cidadã e humanista. “Quem é que sabe os mistérios da mulher? Ela é mandada ou ela faz é porque quer?” Das perguntas, a poeta parte para as constatações: “Mulher é gente inteligente. / Loura, morena / Negra mulata / Percebe mais sinais / Vindos de onde for / choro escondido / O som a cor. / Escuta grava / Discute acata / Contesta fala / Às vezes cala (...) / Mulher de fato / Que assina o feito / Faz porque quer / Tem senso, tato / Astúcia, jeito / Transforma o ato / Silenciosa / Em verso ou prosa.” Alma gentil, voltada para a ternura, Carminha consegue também cativar ouvintes quando interpreta os próprios textos. O contista, alguém com contribuição intelectual relevante também como historiador, membro do Instituto Histórico e Geográfico, é Daniel Antunes Junior. Escritor de vocabulário requintado, notável talento narrativo, estilo vibrante, revela-se profundamente familiarizado com a vida singela e pictórica dos pequenos burgos da imensidão continental brasileira. Em Lençóis do Rio Verde, pedaço de chão sugestivo e, pode-se dizer, emblemático da palpitante realidade interiorana, Daniel promove, na alentada obra literária que assina, a busca de marcantes tipos humanos e arrebatantes cenas da convivência comunitária. Nada obstante os traços peculiares regionais esplendidamente retratados, tipos e cenas se timbram, por transmitir, ao mesmo tempo, ao leitor o inefável sabor universal das sempre intrigantes reações da alma humana. O livro mais recente de Daniel Antunes Junior, “Coração de Prata”, compõe-se de um conjunto de saborosos “contos correntes”, ambientados, boa parte deles, em vivências de personagens daquele pitoresco recanto. Um lugar que inspirou ao autor, anteriormente, outras interessantes elucubrações literárias. “Lençóis do Rio Verde” é o titulo de um outro livro de Daniel que recolheu, por sinal, avaliação extremamente simpática por parte dos apreciadores de literatura. A ponto mesmo de provocar de ninguém mais, ninguém menos, do que Carlos Drumond de Andrade este envaidecedor depoimento: “Prezado Daniel, Afinal, pude dar uma esticada até Lençóis do Rio Verde, tendo-o com cicerone, e apreciar devidamente as sagas peculiares de sua terra, através dos dados históricos e dos tipos humanos, retratados de maneira tão sugestiva nas páginas de seu livro. Mineiro que sou, e dos melhores tempos, deliciei-me com o que você conta do torrão natal, temperando bom humor e ternura. Livros desses fazem bem à gente, afervorando o amor às raízes.”
Voltando a “Coração de Prata”. Os quase sessenta contos alinhados prendem a atenção. Divertem à pamparra com suas tiradas hilárias. Falam tanto à imaginação quanto ao sentimento. Deixam o apreciador de bons textos diante de um escritor no pleno domínio de sua capacidade criativa. Um pensador de escol que sabe mesclar admiravelmente o conhecimento erudito adquirido na escola e na vida, a habilidade singular na captação de flagrantes do cotidiano e o dom da fantasia que provê de asas criaturas reconhecidamente cultas.
Como deixei subentendido no intróito, estes dois aí, o contista e a poeta, o Daniel e a Carminha, são personagens que enriquecem o cenário cultural mineiro.
* CÉSAR VANUCCI -  Jornalista (cantonius@click21.com.br)

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

POEMAS DE ELIZABETH RENNÓ





Nanquim sobre papel cartão - Deia Leal - coleção: Traços Coloridos

VIDA

Elizabeth Rennó - Presidente da AMULMIG

Amanheço rosas
E respiro antúrios
Percebo dálias
E aspiro lírios

Resplandeço violetas
E miosótis azuis
Ao bordejar canteiros
De amores-perfeitos

Perpétuas marcas
De cravos róseos
Solidários crisântemos
Encastoados verdes

Anoiteço gestas
De fúnebre tom
Sufoco agapantos
Sofro delírios malmequeres.


DESTINO

Elizabeth Rennó - Presidente da AMULMIG


Das brumas de minha infância
De névoa envolta
Etérea e mágica
Ebúrnea e ascética
Sem dor ou ânsia
Ela vem e esvoaça
Evola e volta
Em seu vulto de garça.

Da passagem nebulosa
De uma visão imprecisa
Sinto apenas sua ausência
Que sem se tornar presença
Deixou apenas marcada
Uma esteira constelada
Em trilha tão indecisa
Que ficou logo apagada.

E eu cego ante a brancura
Que lhe vestia a doçura
Não percebi timoneiro
Sem bússola guia ou roteiro
Através do nevoeiro
Segui por outro caminho
Sem luzes ou passarinho.


CREPÚSCULO


Elizabeth Rennó - Presidente da AMULMIG

Tímido
o azul esmaece
escurece
e se torna gris
mais escuro
negro atro
no vazio da cor

E assim
mergulha profundo
o peso do mundo
e cai
sobre o Eu
e o esmaga.


Trinta e Três Escritores Mineiros do Século XXI", em Paris

Sagração das luzes - Deia Leal - 2006

RELAÇÃO COMPLETA DE ESCRITORES DA ANTOLOGIA:
TRINTA E TRÊS ESCRITORES MINEIROS DO SÉCULO XXI”– SALÃO DO LIVRO EM PARIS

01- Amélia Marcionila Raposo da Luz ALB-Mariana – Pirapetinga - MG
02- Andreia Aparecida S. Donadon Leal - AMULMIG- AFEMIL - Presidente da ALB-Mariana – Governadora do InBrasCI-MG – Mariana - MG
03- Angela Togeiro – AFEMIL/AMULMIG/ALB-Mariana – Belo Horizonte - MG
04- Aníbal AlbuquerqueALB-Mariana Varginha – MG
05- Aparecida Simões - Presidente da Academia de Letras de Viçosa – Viçosa - MG
06- Auxiliadora de Carvalho e Lago – AFEMIL/AMULMIG – Belo Horizonte – MG
07- Brenda Mars (Brenda Marques Pena) – Presidente Instituto Imersão Latina – Belo Horizonte - MG
08- Cecy Barbosa Campos – Academia JuizForana de Letras /ALB-MarianaJuiz de Fora – MG
09- Célia Lamounier de Araújo – AMULMIG – Itapecerica – MG
10- César Olímpio Ribeiro Magalhães- Academia JuizForana de Letras - Juiz de Fora - MG
11- Conceição Parreiras Abritta- Presidente da AFEMIL- AMULMIG- Belo Horizonte – MG
12- Creusa Cavalcanti França – Presidente Fundadora do Centro de Estudos Literários. Membro Efetivo da AFEMIL E da AMULMIG. Vice-Presidente da Academia JuizForana de Letras. Juiz de Fora - MG
13- Douglas de Carvalho Henriques - Academia de Ciências e Letras de Conselheiro Lafayette - Conselheiro Lafaiete - MG
14- Elizabeth Rennó – Presidente Emérita da AFEMIL/ Presidente da AMULMIG - Academia Mineira de Letras – Belo Horizonte - MG
15- Elza Aguiar Neves – AFEMIL-AMULMIG- Belo Horizonte - MG
16- Gabriel José BicalhoALB-Mariana/ AMULMIGMariana-MG
17- Gilberto Madeira Peixoto - Médico e Presidente da Academia Mineira de Medicina (em 06/01/2011).
18- Hebe Maria Rôla SantosALB-MarianaMariana - MG
19- José Benedito Donadon-Leal – AMULMIG -ALB-MarianaMariana - MG
20- José de Assis - AMULMIG - Belo Horizonte - MG
21- José Sebastião Ferreira – AMULMIG- ALB-MarianaMariana - MG
22- Luiz Carlos Abritta- AMULMIG – FALEMG- Belo Horizonte- MG
23- Magda Lúcia Rodrigues - AMULMIG- AFEMIL Alvinópolis-MG
24- Maria Goretti de FreitasALB-Mariana Ipatinga - MG
25- Marilene Vieira de CastroALB-Mariana – CLESI – Ipatinga - MG
26- Marília Siqueira LacerdaALB-Mariana CLESI – Ipatinga - MG
27- Marly Moysés Silva AraujoAcademia Marianense de LetrasMariana - MG
28- Mírian Stella Blonski- InBrasCI-MG- São Gonçalo do Rio Abaixo - MG
29- Newton Vieira – AMULMIG – Curvelo - MG
30- Paulo José de Oliveira – Academia Formiguense de Letras  – Formiga - MG
31- Sílvia de Araújo MottaArcádia de Minas Gerais – Academia de Letras do Brasil - Clube Brasileiro da Língua Portuguesa – Belo Horizonte – MG
32- Vilma Cunha Duarte - Academia Araxaense de Letras. Academia de Letras do Triângulo Mineiro.  AMULMIG
33- Zaíra Melillo MartinsAMULMIG Caeté - MG


CIDADES MINEIRAS
Alvinópolis, Araxá, Belo Horizonte, Mariana, Pirapetinga, Formiga, Juiz de Fora, Conselheiro Lafaiete, Ipatinga, Itapecerica, São Gonçalo do Rio Abaixo, Caeté, Varginha, Curvelo, Viçosa.

ACADEMIAS, INSTITUTOS E ASSOCIAÇÕES
01-Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais
02-Academia Feminina Mineira de Letras
03-Academia de Letras do Brasil-Mariana
04-Academia JuizForana de Letras
05-Academia Mineira de Letras
06-Academia Mineira de Medicina
07-Academia Marianense de Letras
08-Academia de Letras de Viçosa
09-Academia Formiguense de Letras
10-Academia Araxaense de Letras
11- Academia de Ciências e Letras de Conselheiro Lafayette 
12-Academia de Letras do Triângulo Mineiro
13- Aldrava Letras e Artes
14-Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais- MG
15-Instituto Imersão Latina
16- Clube Brasileiro da Língua Portuguesa
17- Clube dos Escritores de Ipatinga